Ricardo Marques: o “Cavalo de Troia” da política sergipana

O prefeito licenciado de Itabaiana, Valmir de Francisquinho (Republicanos), talvez tenha sido quem mais se aproximou da alcunha que melhor caracteriza o político e vice-prefeito de Aracaju, Ricardo Marques (Cidadania), ao afirmar que este é um “Cavalo de Troia”.
E, de fato, Ricardo aparenta atuar diuturnamente para abraçar esse apelido. Basta analisar o retrospecto de reviravoltas já protagonizadas por ele em sua curta – e conturbada – carreira política e ligá-la à expressão “Presente de Grego”, cuja metáfora remete ao histórico "Cavalo de Troia", onde gregos deram um presente falso que escondia soldados para destruir a cidade inimiga.
Desde a sua vitória ao cargo de vereador, em 2020, Marques carrega uma série de atos minimamente conflituosos: Já tomou “invertida” do seu antigo líder, senador Alessandro; provocou dissidência no próprio partido para ser vice de Emília –sendo o responsável por desmanchar a chapa de vereadores do Cidadania – e, ao ser eleito, concedeu uma entrevista conturbada em que “se jogou” para a disputa ao Governo do Estado e gerou o primeiro ruído no agrupamento.
A partir daí a sequência foi frenética e ladeira abaixo: ficou descontente com os cargos recebidos e com a secretaria que assumiu, bradou sua insatisfação nos bastidores, saiu de grupo de WhatsApp dos secretários, articulou para manter pomposas gratificações em conselhos municipais, tentou tomar o comando do Cidadania ao mesmo tempo em que negociava com outro partido em Brasília, pediu o apoio de Kitty Lima com discurso na tribuna e depois a renegou, rompeu com Emília Corrêa, correu para se abraçar com Valmir e o enganou em Itabaiana, negociou a ida para o grupo de Fábio Mitidieri, comprometeu-se com uma filiação ao MDB e com uma candidatura a deputado estadual e... (ufa!) por fim, optou por ser candidato a governador pelo PL de Jair Bolsonaro e Rodrigo Valadares (Por enquanto).
Seria cômico se não fosse trágico. Mas é a trajetória conflituosa, incoerente e já desgastada de um político que inicia apenas o seu segundo mandato e já pode carregar, com orgulho, o título de Cavalo de Troia da política sergipana.
Quer receber gratuitamente as principais notícias do Política de Fato no seu WhatsApp? Clique aqui.