Moana Valadares é acusada de injúria contra adolescente com deficiência

Em menos de uma semana, mais uma polêmica envolvendo o nome da vereadora por Aracaju, Moana Valadares (PL). Desta vez, a parlamentar está sendo acusada de injúria contra a adolescente Aryadny Silva, conhecida pelo diagnóstico da rara doença Ehlers-Danlos e pelo ativismo em prol de vítimas desta e de outras doenças raras, além de se destacar na defesa das mulheres.
De acordo com a denúncia, registrada em Boletim de Ocorrência, Moana foi protagonista de um debate acalorado com a adolescente, via redes sociais, e proferiu termos como "mal caráter", "nojenta" e "hipócrita".
O advogado de Aryadny, Joseph Barreto, se posicionou nas redes e afirmou que o caso é típico de violação à dignidade de uma adolescente, praticada por quem deveria zelar pela ordem jurídica e pelo respeito institucional.
"Uma vereadora e advogada carrega responsabilidades que vão muito além do discurso, existe postura, equilíbrio e respeito, sobretudo diante de uma menor e pessoa com deficiência", frisou o advogado.
Na sua interpretação, a conduta relatada exige apuração nas esferas penal, política e ética. "Não se pode normalizar esse tipo de comportamento vindo de quem ocupa espaço de poder. Deus, pátria e família cristã", finalizou, ironizando a frase entoada por Moana em seus discursos.
Em resposta às acusações, Moana emitiu a seguinte nota:
“Nos últimos meses, tenho sido alvo de uma série de ataques que ultrapassam qualquer limite do debate político legítimo. Não se trata de críticas ao meu mandato ou às minhas ideias — algo natural na democracia —, mas de mentiras graves, sujas e profundamente ofensivas, que atingem aquilo que tenho de mais sagrado: a minha honra, minha família e a sujeira é tanta que chegaram ao ponto de tentar manchar minha dignidade como mulher, esposa e mãe.
São acusações absolutamente falsas, construídas com o único objetivo de me ferir e tentar desconstruir minha principal missão: a defesa da família e dos princípios de Cristo.
E é importante dizer com todas as letras: esses ataques não são aleatórios. Eles têm nome, têm sobrenome e são financiados por quem acredita que vale tudo na disputa por espaços de poder — inclusive destruir reputações e famílias.
Sou uma mulher forte, mas também sou humana. Toda essa violência emocional teve consequências reais. Na última semana, fui internada com um quadro de pneumonia nos dois pulmões, resultado, inclusive, de um desgaste físico e emocional intenso. Mesmo diante de um momento tão delicado da minha saúde, os ataques não cessaram — pelo contrário, se intensificaram. Nem mesmo uma cama de hospital foi respeitada.
Durante esse período, fui provocada diretamente por uma pessoa que não conheço. Em um momento de fragilidade, sob efeito de medicações e emocionalmente abalada, respondi essa mensagem expondo a verdade e me defendendo. Uma conversa privada foi exposta de forma descontextualizada, gerando nova onda de julgamentos e distorções.
Quero deixar claro: não sou perfeita, mas sou íntegra. Não aceito que ultrapassem os limites da política para atingir minha vida pessoal e minha família.
A política precisa ter limites. Divergências são legítimas, mas a desumanização não pode ser normalizada.
Sigo de cabeça erguida, com fé, coragem e a certeza de que a verdade sempre prevalece e que a justiça de Deus não falha.
Peço apenas o mínimo: respeito.
Porque por trás de qualquer cargo, existe uma pessoa, um ser humano. E eu sou, antes de tudo, mãe, esposa e mulher.”
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