Prevenção é essencial contra a proliferação do Aedes aegypti: 4 municípios com alto risco de infestação em Sergipe
Secretaria de Estado da Saúde reforça papel fundamental da população no combate ao mosquito causador de doenças como dengue, zika e chikungunya

O combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor de doenças como a dengue, chikungunya e zika, exige atenção contínua e ações coordenadas em Sergipe. Dados epidemiológicos da Secretaria de Estado da Saúde (SES) apontam que, em 2026, o estado contabilizou 583 casos de dengue, 134 de chikungunya e quatro de zika. Diante do cenário, a SES reforça que o controle da proliferação depende diretamente do envolvimento da comunidade na eliminação de recipientes com água parada, local onde o inseto deposita seus ovos.
Os sinais mais frequentes das arboviroses incluem febre alta, dores de cabeça e dores intensas pelo corpo. Ao apresentar esses sintomas, a orientação oficial da SES é procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima para receber avaliação profissional e a medicação adequada. O uso de medicamentos que contêm ácido acetilsalicílico (AAS) e anti-inflamatórios é estritamente contraindicado em casos suspeitos de dengue, pois essas substâncias podem alterar a coagulação sanguínea, elevando os riscos de sangramentos e complicações graves.
Conscientização
A recomendação técnica é que os moradores inspecionem semanalmente os ambientes internos e externos das residências. Vasos de plantas, caixas d’água mal vedadas, pneus, calhas e reservatórios desprotegidos estão entre os principais pontos críticos identificados pelas equipes de vigilância.
O lavrador João Martins dos Santos acompanha as orientações e mantém a atenção com a saúde da família. É essencial que a Secretaria de Estado da Saúde faça esse alerta constante para a gente. Além de acompanhar os exames quando necessário, mantenho as vacinas de todos em dia para evitar complicações, pontuou. A relevância da prevenção diária também é reforçada por quem já sentiu na pele os impactos de uma arbovirose. A doméstica Luciana Alves dos Anjos contou que contraiu chikungunya há dois anos e ainda convive com as sequelas da infecção nas articulações. Os efeitos colaterais dessa doença são muito duros e duram muito tempo. Hoje estou fazendo meus exames de rotina, mas o principal para mim é não deixar água parada em casa para não criar o mosquito, relatou.
Risco
O quarto e último Levantamento Rápido de Índice de Infestação do Aedes aegypti (LIRAa) realizado este ano, revelou que quatro municípios sergipanos estão com alto índice de infestação: Frei Paulo, Itabaiana, Nossa Senhora da Glória e Graccho Cardoso. Outros 47 apresentaram médio risco, e outros 24 com baixo risco. Os resultados reforçam a necessidade de cuidado constante para evitar a proliferação do mosquito e aumento na transmissão da doença.
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