Crise na saúde pública de Aracaju deixa pacientes à espera de medicamentos, consultas e exames

Relatos apontam falta de medicamentos para doenças crônicas, insulina e até insumos básicos, além de demora de meses para consultas com especialistas e exames de imagem


09/09/2026 18:51

A saúde pública de Aracaju enfrenta uma série de problemas relatados por usuários da rede municipal. Entre as principais reclamações estão a falta de medicamentos de uso contínuo, dificuldades para conseguir insulina e insumos para o tratamento de diabetes, além da demora para consultas especializadas e exames.

Segundo relatos recebidos pela reportagem, pacientes com doenças crônicas, como diabetes e hipertensão, estariam encontrando dificuldades para obter regularmente medicamentos necessários ao tratamento. A situação também envolveria a falta de insumos básicos, como agulhas utilizadas por pacientes diabéticos.

Outro problema apontado é o tempo de espera para atendimento especializado. Há relatos de usuários que aguardariam até oito meses para conseguir uma consulta com determinadas especialidades médicas. Para exames de imagem, como procedimentos de diagnóstico mais complexos, a espera poderia chegar a um ano.

A demora contrasta com os anúncios feitos pela própria Prefeitura ao longo de 2026. Em março, a gestão municipal informou ter ampliado significativamente a oferta de exames especializados por meio do credenciamento de 17 clínicas privadas. Segundo a Prefeitura, a oferta mensal de ressonâncias magnéticas, por exemplo, passaria de 80 para 590 procedimentos.

Mesmo com as medidas anunciadas, usuários continuam relatando dificuldades para conseguir atendimento dentro de um prazo considerado adequado.

Problemas também chegam às unidades básicas

As reclamações não se limitam à realização de exames e consultas. Problemas relacionados ao atendimento nas Unidades de Saúde da Família também vêm sendo denunciados.

Em abril deste ano, a vereadora Sonia Meire levou à Câmara Municipal de Aracaju denúncias sobre problemas na rede municipal e relatou situações de superlotação em unidades e hospitais da capital.

A situação das unidades também aparece em registros anteriores do Legislativo municipal, com relatos de falta de medicamentos, ausência de profissionais e demora na marcação de exames em diferentes UBSs.

A própria Secretaria Municipal da Saúde mantém atualmente uma página de transparência com informações sobre estoques de medicamentos, lista de espera para regulação e oferta de especialidades.

A população, entretanto, cobra que a existência dos sistemas de acompanhamento se traduza em atendimento efetivo e em tempo adequado.

A reportagem procurou a Prefeitura de Aracaju para esclarecer as reclamações sobre falta de medicamentos, insulina, agulhas, consultas especializadas e exames de imagem. O espaço permanece aberto para manifestação da Secretaria Municipal da Saúde.


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